O amanhecer na maioria das cidades do Alto Vale do Itajaí tem um som característico: o trabalho que começa cedo na lavoura e o movimento das máquinas que preparam a terra. É nesse cenário, entre o verde das plantações e a dedicação de milhares de famílias, que a Cravil surgiu com o propósito de cooperar com o seu principal protagonista: o produtor rural.

Na propriedade de Ademir da Rosa, de Ituporanga, os trabalhos se dividem entre o cuidado com os animais e as plantações. Produtor de cebola há quase 40 anos, ele e a esposa Kênia tocam a propriedade que tem quatro hectares de cebola e quatro hectares de milho. “Nós diversificamos entre as duas culturas, entendendo o melhor aproveitamento da terra. Em todos esses anos, é claro que já passamos por muitos momentos difíceis, mas nunca desistimos, porque temos muito amor pela agricultura”, disse.

A família, que é cooperada há mais de 30 anos, não se vê fora da cooperativa e conta que a Cravil faz parte de todos os momentos da família. “Está em praticamente tudo o que produzimos e consumimos, desde a parte agrícola até o que colocamos na mesa. Somos muito gratos por essa parceria que já dura mais de 30 anos”, reforça Kênia.

O futuro no campo ainda é incerto para o casal, que não terá sucessão familiar. “Mas enquanto a gente puder lutar, vamos seguir. Vamos trabalhar na agricultura até se aposentar”, conclui Ademir.

De pai para filho: Família cooperativista investe na produção de cebola e soja

Dalvino Mafra, de Chapadão do Lageado, também é agricultor cooperado Cravil e atualmente trabalha na plantação de soja. Para ele, o trabalho no campo está no DNA. “Desde criança trabalhei na roça com meus pais. Depois me casei, construí a minha família e continuamos na agricultura, que também foi escolha dos meus filhos. Hoje me dedico à produção de grãos, com plantio de soja”, conta ao ressaltar que o sucesso da produção, hoje entre 80 e 100 mil bolsas por ano, tem o apoio técnico da Cravil.

Com 50 hectares de área própria e 270 hectares arrendados, o produtor divide os trabalhos no campo com o filho James, que toca o plantio também no estado do Tocantins. “Meu filho gostou muito da região. Entendeu que era ótimo para produção de soja devido a vários fatores e decidimos investir e plantar. Hoje ele cultiva uma boa parte de área lá”, explica Dalvino.

Já a jovem Alexsandra Mafra Eyng optou por ficar próxima ao pai. Ela e o marido Leonardo Eyng tocam uma parte da propriedade em Chapadão do Lageado, que é dedicada à produção de cebola e soja. “Hoje temos 7,5 hectares de cebola e uma área de 22 hectares de soja, onde a gente sempre vai rotacionando”, explica Leonardo.

A permanência no campo sempre foi uma certeza de Alexsandra. “Quando me formei no ensino médio, procurei fazer faculdade de economia que agregava toda a área da agricultura junto, porque o meu objetivo era ficar na lavoura. Sempre soube que não seria fácil, tudo tem desafios. Mas quando traçamos objetivos, a gente consegue alcançar”, finaliza.

Histórias como a do seu Ademir e da família do seu Dalvino não são raras de encontrar. No mês em que é celebrado o Dia do Agricultor, a Cravil parabeniza todos os produtores que têm em comum o amor pela terra, pela agricultura e pela cooperação.

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