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Safra de soja deve bater novo recorde, dizem analistas

A safra de soja 2018/19 do Brasil deve superar a marca de 120 milhões de toneladas

A safra de soja 2018/19 do Brasil deve superar a marca de 120 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde, embora especialistas alertem quanto à possibilidade de chuvas irregulares neste início do plantio no país, apontou uma pesquisa da Reuters nesta segunda-feira (1).

O levantamento, o segundo referente ao atual ciclo e feito a partir de projeções de dez consultorias e instituições, mostra que o Brasil deve colher nesta temporada 120,40 milhões de toneladas de soja, quase 1% acima do registrado em 2017/18.

A expansão no maior exportador global de soja leva em conta a maior área plantada com a oleaginosa, que também deve atingir um recorde de 36,14 milhões de hectares, com produtores capitalizados por bons negócios na safra anterior apostando que a demanda da China continuará forte.

Conforme a média das estimativas consideradas na pesquisa, haverá um aumento de 2,8% na área plantada na comparação com a temporada passada.

Isso significa uma produtividade média menor do que a obtida no ciclo anterior, sinalizando alguma cautela de especialistas em relação às condições climáticas para a safra, cujo plantio está apenas começando.

A nova projeção para a colheita, entretanto, supera os 119,76 milhões de toneladas apontados na pesquisa anterior da Reuters, publicada em meados de agosto.

"Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas", avaliou a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, que atualizou sua projeção nesta segunda-feira.

De acordo com o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard, as chuvas devem ficar abaixo da média em boa parte de Mato Grosso, principal produtor brasileiro, nas próximas duas semanas. No médio-norte e no noroeste do Estado, por exemplo, as precipitações tendem a ser entre 30 e 40 milímetros aquém do normal para esta época do ano.

"(O plantio) está indo bem, avançamos na semana passada acima da média dos últimos cinco anos. A preocupação agora é a possibilidade de veranico em outubro...", afirmou o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

Por lá, as atividades de campo avançaram para cerca de 4% da área projetada, de acordo com acompanhamento do próprio Imea.

Já no Paraná, as atividades vão a todo vapor, alcançando o ritmo mais acelerado da história para um início de plantio, com quase 20% da área já semeada.

Ao contrário do esperado para Mato Grosso, no Estado da região Sul, o segundo maior produtor do país, a expectativa é de chuvas generosas nos próximos dias.

Conforme o Agriculture Weather Dashboard, deve chover de 130 a 200 milímetros até 16 de outubro, dependendo da região. Os acumulados ficarão acima do normal para esta época do ano em todas as áreas do Estado.

"Não vai chover igual para todo mundo no Brasil... O Sul vai ter um volume de chuvas muito mais expressivo que o Norte, e aí falo de Centro-Oeste e Sudeste, por conta dos corredores de umidade que estão mais voltados para o Sul", resumiu o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

"A regularização do regime de chuvas (no país) só deve ocorrer no fim de outubro. Não consigo ver uma possibilidade de que venha a ocorrer ausência de chuvas, como foi no ano passado, mas serão irregulares por enquanto."

O tempo seco no Paraná, em setembro de 2017, atrasou a semeadura da safra, impactando negativamente a lavoura da oleaginosa e também a segunda safra de milho, plantada fora da janela ideal.

Demanda

Enquanto surgem incertezas quanto ao futuro da safra de soja 2018/19, a demanda pela oleaginosa brasileira no período deve seguir firme diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A disputa entre as duas maiores economias do mundo foi se acentuando ao longo do ano, com Pequim taxando a soja norte-americana em julho, o que levou chineses a se voltar com força para o produto brasileiro.

Por lá, as atividades de campo avançaram para cerca de 4% da área projetada, de acordo com acompanhamento do próprio Imea.

Já no Paraná, as atividades vão a todo vapor, alcançando o ritmo mais acelerado da história para um início de plantio, com quase 20% da área já semeada.

Ao contrário do esperado para Mato Grosso, no Estado da região Sul, o segundo maior produtor do país, a expectativa é de chuvas generosas nos próximos dias.

Conforme o Agriculture Weather Dashboard, deve chover de 130 a 200 milímetros até 16 de outubro, dependendo da região. Os acumulados ficarão acima do normal para esta época do ano em todas as áreas do Estado.

"Não vai chover igual para todo mundo no Brasil... O Sul vai ter um volume de chuvas muito mais expressivo que o Norte, e aí falo de Centro-Oeste e Sudeste, por conta dos corredores de umidade que estão mais voltados para o Sul", resumiu o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

"A regularização do regime de chuvas (no país) só deve ocorrer no fim de outubro. Não consigo ver uma possibilidade de que venha a ocorrer ausência de chuvas, como foi no ano passado, mas serão irregulares por enquanto."

O tempo seco no Paraná, em setembro de 2017, atrasou a semeadura da safra, impactando negativamente a lavoura da oleaginosa e também a segunda safra de milho, plantada fora da janela ideal.

Demanda

Enquanto surgem incertezas quanto ao futuro da safra de soja 2018/19, a demanda pela oleaginosa brasileira no período deve seguir firme diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A disputa entre as duas maiores economias do mundo foi se acentuando ao longo do ano, com Pequim taxando a soja norte-americana em julho, o que levou chineses a se voltar com força para o produto brasileiro.

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